Último trecho da viagem!
Saímos por volta de 9:00 h da manhã, tempo bom, em direção ao estado de SP, Ourinhos a 120 km de distância.
Asfalto excelente neste trecho, exceto por uns 40 km após Ourinhos. Depois, só tapete.
Chegamos a Ribeirão Preto por volta de 15:30 h. É bom voltar, mas eu ficaria na estrada mais um mês, pelo menos.
Vimos muita coisa, passamos por algumas situações difíceis (mas não muito), divertimo-nos bastante, já estou pensando na próxima.
Alguns comentários sobre a viagem:
ConsumoNo Brasil, com nosso combustível (seria demais chamar isto de gasolina...), a moto chega a fazer 23 km/l. Depende da tocada, mais velocidade, mais consumo. A 120 km/h, faz 20,5 km/l, consistentemente.
Na Argentina, onde há 3 tipos de gasolina, 82 octanas, 92 octanas e 96 octanas (pra avião nenhum por defeito...) o consumo de minha moto, carburada, aumentou. Não passou de 19 km/l. A moto do Rodrigo, injetada, adaptou-se rapidamente à gasolina e manteve consumo estável de 23 a 24 km/l. Meu consumo melhorava com a gasolina de menor octanagem, mas é difícil encontrá-la por lá.
ManutençãoNenhuma, exceto calibrar pneus, trocar o óleo e o filtro. Os únicos parafusos apertados foram do parabrisas, que estavam um pouco frouxos.
GranaNa presente data, a Argentina é bem mais barata que o Brasil. Gasolina a R$ 1,50 / l, hotéis baratos (exceto Buenos Aires, devido ao período de Natal), comida barata. Ainda não fiz o levantamento de meus gastos, mas, como dizem, orçamento são aqueles 10% do custo total.
EstradasHá uma correspondência muito grande entre nossas estradas e as argentinas. temos trechos excelentes e trechos muito ruins. No Chile, no pequeno trecho que rodamos, o piso era bem melhor que na Argentina.
Autonomia da motoÉ o único senão da Std. A autonomia é pequena e, por duas vezes, fiquei no limite do tanque. Há menos postos na Argentina que no Brasil.
O que eu levaria e o que eu não levaria em uma próxima viagemLevei meias de algodão demais. Levaria menos delas e mais daquelas de alpinismo, que retiram o suor dos pés. Bermuda de ciclismo, aquelas com gel: levaria pra usar embaixo da roupa de estrada. Além do gel, a vantagem é que ela não puxa os pelos das pernas.
Não levei capa de chuva, levarei na próxima viagem. Às vezes chove quando você está em alguma cidade, quer sair pra jantar e só tem, impermeável, a tranqueira da roupa de viagem.
Luvas: levei dois pares, um light, ventilado, da G-Tech e outro impermeável, Alpine Stars SR-3. O problema das luvas G-Tech é que as bainhas são curtas e deixam um espaço entre a manga da jaqueta e a luva. Resultado: se estiver sol forte, seus braços ficarão queimados de sol no tal espaço. Filtro solar ajuda, mas não resolve. As SR-3 são melhores, cobrem a jaqueta e não são tão quentes assim. Levaria só elas.
EquipamentoA roupa da Zebra é boa, já viagei bastante com ela. Há melhores, mas esta é bem econômica. Em outra viagem de verão, talvez levasse uma jaqueta com proteções, não impermeável, bem leve, colocando a capa de chuva por cima, em vez da jaqueta "normal" de viagem.
As botas da Nômade são excelentes. Não entra nada de água. E são muito, muito confortáveis, além de terem proteção no solado que diminui o risco de torsões no pé.
Capacete HJC: excelente, sem qualquer reparo. Alforje em couro da Rider Classic (ouvi dizer que a fábrica fechou, uma pena): excelente, espaçoso, resistente, voltou novo como foi.
Amortecedores FAR: não teria chegado tão inteiro sem eles. Grande conforto, segurança, estabilidade. Cabos de vela de silicone: já estão na moto há quase um ano, excelente relação custo/benefício. Sou suspeito pra falar dos sissy bars/bagageiros que fabrico. Eu e o Rodrigo os usamos sem qualquer problema. Ponteiras: idem. Também ajudam a ficar visível, principalmente no caótico trânsito de Buenos Aires (lá não tem muito moto-boy, acho que já mataram todos).
Parabrisas da Motovisor: excelente aerodinâmica e produto de qualidade. Ajuda muito na estrada, o meu deve ter coletado uns 4 bilhões de insetos.
Pneu traseiro Pirelli: vale cada centavo do preço. Confortável, estável (mais que o Bridgestone), gruda muito, durável. Na frente tenho o Bridgestone, que tem uma excelente relação custo/benefício (os Dunlop originais, na frente ou atrás, são um lixo - cansei de ver o Rodrigo frear forte e os pneus dele, originais, derraparem).
Lâmpada Motovisor da Philips: o farol é ruim, a lâmpada não faz milagres, mas é bem melhor que a original.
Pastilhas de freio sinterizadas: valem por um disco a mais, freiam com eficiência muito maior que as originais e a precisão é grande. Não volto mais pras semimetálicas nem pras orgânicas.
AgradecimentosHá diversas pessoas a quem devo agradecer, talvez eu me esqueça de algumas, depois eu completo, vamos lá...
Mário, mecânico que cuida de minha moto, com responsabilidade
Pessoal da Wellness (academia aqui de Ribeirão) no geral e, em particular, a Carla (alongamentos e Pilates mat), a Fabiana Ricci (Pilates mat) e o Edu Visentini. Cheguei muito mais inteiro do que pensava graças a eles (uma carcaça de 49+ anos precisa de cuidados...)
Magnus Valente, a quem não conheço pessoalmente, mas que ajudou-me muito com algumas peças pra minha moto
Pessoal do Lhamas, uns pentelhos, adolescentes que jamais irão crescer (como eu), que motivam a gente
Juan Gabba, sua esposa e todo o pessoal da Harley-Davidson/Argentina
Alejandro, que tem aquelas maravilhosas cabanas em Lujan de Cuyo (Mendoza), ao pé dos Andes, e que sabe ser amigo de seus hóspedes
Viviana, nossa amiga, que tem uma agência de viagens em Buenos Aires
Fabiano, Lhama que nos deu suporte em Floripa
Sílvio, Lhama mestre do Photoshop, que não pôde participar devido a problemas com o Linguizzo, mas foi até Floripa nos encontrar
Colegas da Equipe 31, da Sefaz, que, indiretamente, ajudaram muito nesta viagem
Rodrigo, meu companheiro na viagem
A todos os amigos que me incentivaram e deram força pra que esta viagem acontecesse
E, claro, à Jackie, a Patroa, que sempre me incentivou e participou