Saímos por volta de 8:30 h de Lages, em direção a São Joaquim, depois seguindo para a serra do Rio do Rastro e Florianópolis.
De tudo o que vimos até agora esta serra foi um dos lugares mais bonitos. Vegetação exuberante, o cânion, a vista de cima da serra, maravilhoso, os caracóis da estrada - com curvas mais apertadas que os chilenos, mas nada impossível de se fazer- a vista privilegiada.
Paramos em diversos lugares da serra pra tirar fotos - calma, Tavares, mais alguns dias e eu refaço este blog, colocando as fotos.
Dali, fomos até o centro de Lauro Muller, pequena cidade que contém a serra. Almoçamos lá. Comida fraca, apesar de barata.
Seguimos pra Floripa após o almoço. Encontramos a BR-101 em Gravatal, lugar que nos mostrou que o calor estava bravo. Foi lá que o Sílvio sofreu o acidente, em julho.
Em minha opinião, apesar de ter somente 130 km, este foi o pior trecho da viagem. Asfalto péssimo na maioria da estrada (alguns trechos duplicados com asfalto novinho que somaram apenas uns 20 km no total), caminhões mil, fomos pelo acostamento na maior parte do trecho. Foram 2,5 h de stress. Cheguei a Floripa totalmente estressado, suado e cansado.
Paramos em um bar muito bom na Beira Mar Norte, onde o Sílvio veio encontrar-nos. De lá seguimos para o ap que alugamos. Exdelente, por sinal, a uma quadra da praia de Canasvieiras. Mas estamos indo para Jurerê, praia melhor. Amanhã tem mais.
As viagens de Sportster
As minhas viagens de moto sempre tiveram relação com o livro de Robert Pirsig, "Zen e a arte de manutenção de motocicletas".
Quem não leu, leia, ainda mais se anda de moto. Não, ele não tinha uma HD, tinha uma Honda bicilíndrica de 305 cc. Há diversas fotos da viagem aqui e links aí ao lado. Coisa de maluco.
As viagens acontecem tanto no mundo material quanto na mente de quem viaja. E com muita intensidade na mente de quem viaja de moto. Só quem já viajou de moto sabe. De HD, então, nem se fala.
Bom, o resto está aí embaixo.
domingo, 30 de dezembro de 2007
28/12/2007 - São Borja - Lages
São 700 km de estrada excelente em alguns trechos, média na maioria e muito ruim em outros.
Saímos uma 9:30 h, tempo nublado, bom pra viajar, sem chuva. O calor não era tão forte, devido às nuvens. A roupa da gente, de cordura, está cheirando MUITO mal... Suor pra todo o lado, mesmo com tempo mais agradável.
A serra gaúcha é bem legal e passamos pela capital do gayuchismo, Passo Fundo, tchê! Depois Vacaria e, finalmente, Lages, já em SC.
Lages é a capital da serra catarinense. De lá, seguiremos para São Joaquim e depois serra do Rio do Rastro.
Encontramos o Eneas Fineis em Lajes. Ele veio com a família (a mulher na garupa e os três filhos em automóveis) e ficou em São Joaquim, mas a V-Strom dele teve um problema em uma das rebibocas da parafuseta destas coisas japas (na realidade, foi o termostato da ventoinha) e o computador de bordo disse que ele não poderia ligar a moto dele.
Teve que trazê-la em cima de um caminhão pra uma concessionária Suzuki em Lages, onde acabamos nos encontrando. Felizmente, a concessionária tinha a peça. Minha sugestão para que ele comprasse uma Harley (sem levar na Rizzo, claro) não o deixou muito contente... :-) Mas, claro, jamais teríamos um problema destes, a menos que tivéssemos aquela maravilhosa moto coxa, a V-Rod.
Jantamos juntos, depois todos foram dormir, dia pesados amanhã, devido a uma previsão de trânsito intenso na chegada a Floripa, onde o Lhama Fabiano e o Lhama Sílvio nos esperam.
Saímos uma 9:30 h, tempo nublado, bom pra viajar, sem chuva. O calor não era tão forte, devido às nuvens. A roupa da gente, de cordura, está cheirando MUITO mal... Suor pra todo o lado, mesmo com tempo mais agradável.
A serra gaúcha é bem legal e passamos pela capital do gayuchismo, Passo Fundo, tchê! Depois Vacaria e, finalmente, Lages, já em SC.
Lages é a capital da serra catarinense. De lá, seguiremos para São Joaquim e depois serra do Rio do Rastro.
Encontramos o Eneas Fineis em Lajes. Ele veio com a família (a mulher na garupa e os três filhos em automóveis) e ficou em São Joaquim, mas a V-Strom dele teve um problema em uma das rebibocas da parafuseta destas coisas japas (na realidade, foi o termostato da ventoinha) e o computador de bordo disse que ele não poderia ligar a moto dele.
Teve que trazê-la em cima de um caminhão pra uma concessionária Suzuki em Lages, onde acabamos nos encontrando. Felizmente, a concessionária tinha a peça. Minha sugestão para que ele comprasse uma Harley (sem levar na Rizzo, claro) não o deixou muito contente... :-) Mas, claro, jamais teríamos um problema destes, a menos que tivéssemos aquela maravilhosa moto coxa, a V-Rod.
Jantamos juntos, depois todos foram dormir, dia pesados amanhã, devido a uma previsão de trânsito intenso na chegada a Floripa, onde o Lhama Fabiano e o Lhama Sílvio nos esperam.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
27/12/2007 - Buenos Aires - São Borja
Saímos do hotel por volta de 6:00 h da manhã e fomos pro porto tentar embarcar pro Uruguai. Resumindo: não deu. 6:30 saímos de lá e pegamos estrada, pela Costanera Norte.
Rodamos o dia todo, chegamos a São Borja, RS, terra de Getúlio Vargas e Jango Goulart, às 21:00 h.
Foi um dos melhores trechos da viagem, não pelas paisagens, algumas muito bonitas, claro, mas pela tranqüilidade, só quebrada pela polícia rodoviária de Entre Rios, que tentou nos extorquir duas vezes.
Na primeira não pudemos falar nada. Eles estavam em um trecho de curva e colocaram placas para se ir pra pista da direita em um ponto em que não há visibilidade. Estávamos ultrapassando alguns carros e não dava pra ir pra direita naquele momento. Aí, nos pararam, queriam nos multar em 500 pesos - puro terrorismo pra tirar grana - ficou em R$ 25,00 + 35 pesos.
Na segunda vez, inspeção de rotina. Só paravam carros brasileiros, paraguaios e uruguaios, claro. E as nossas motos... Pediram o famoso extintor de incêndio e kit de primeiros socorros. Disse que não era obrigatório e que o consul argentino em Uruguaiana, que é meu amigo (mentira - nem conheço o cara, nem sei se existe!), pediu que eu ligasse pra ele se tivesse problemas. Os caras arregaram e nos liberaram. Filhos da puta!!! A dica foi do Lhama Fabiano, que conhece o cônsul argentino em Floripa e tem, ele sim, uma carta do cara, em papel timbrado.
Depois disto, uns 200 km sem incidentes até Paso de Los Libres / Uruguaiana, onde chegamos às 18:00 h. Resolvemos seguir até Ijuí, RS. Após uns 300 km, o Rodrigo preferiu parar em São Borja. Chegamos a um hotel, de onde escrevo estas mal traçadas linhas, às 21:00 h. Banho pra tirar o cheiro de caminhão de gado lotado e fomos comer uma pizza. E, depois, o merecido sono.
Fotos, tão cobradas pelo Tavares: assim que eu arrumar um micro com algum editor de fotos, a Jackie já voltou ao Brasil e levou o notebook, onde eu editava as fotos. Prometo publicá-las assim que possível.
Rodamos o dia todo, chegamos a São Borja, RS, terra de Getúlio Vargas e Jango Goulart, às 21:00 h.
Foi um dos melhores trechos da viagem, não pelas paisagens, algumas muito bonitas, claro, mas pela tranqüilidade, só quebrada pela polícia rodoviária de Entre Rios, que tentou nos extorquir duas vezes.
Na primeira não pudemos falar nada. Eles estavam em um trecho de curva e colocaram placas para se ir pra pista da direita em um ponto em que não há visibilidade. Estávamos ultrapassando alguns carros e não dava pra ir pra direita naquele momento. Aí, nos pararam, queriam nos multar em 500 pesos - puro terrorismo pra tirar grana - ficou em R$ 25,00 + 35 pesos.
Na segunda vez, inspeção de rotina. Só paravam carros brasileiros, paraguaios e uruguaios, claro. E as nossas motos... Pediram o famoso extintor de incêndio e kit de primeiros socorros. Disse que não era obrigatório e que o consul argentino em Uruguaiana, que é meu amigo (mentira - nem conheço o cara, nem sei se existe!), pediu que eu ligasse pra ele se tivesse problemas. Os caras arregaram e nos liberaram. Filhos da puta!!! A dica foi do Lhama Fabiano, que conhece o cônsul argentino em Floripa e tem, ele sim, uma carta do cara, em papel timbrado.
Depois disto, uns 200 km sem incidentes até Paso de Los Libres / Uruguaiana, onde chegamos às 18:00 h. Resolvemos seguir até Ijuí, RS. Após uns 300 km, o Rodrigo preferiu parar em São Borja. Chegamos a um hotel, de onde escrevo estas mal traçadas linhas, às 21:00 h. Banho pra tirar o cheiro de caminhão de gado lotado e fomos comer uma pizza. E, depois, o merecido sono.
Fotos, tão cobradas pelo Tavares: assim que eu arrumar um micro com algum editor de fotos, a Jackie já voltou ao Brasil e levou o notebook, onde eu editava as fotos. Prometo publicá-las assim que possível.
26/12/2007 - Ainda Buenos Aires e H-D Bue
É uma cidade delirante, realmente.
São 3 milhões de portenhos. A cidade tem alguns dos melhores restaurantes do mundo, sorveterias fantásticas, parques e praças que não acabam e, provavelmente, um dos piores trânsitos do mundo.
Acho que nenhum portenho se daria mal no trânsito de Cingapura. Os caras passam por cima de você sem a menor cerimônia. Saem da direita pra esquerda - vice-versa - com a maior naturalidade, sem seta, sem nada. Não há muitos motoboys por aqui, acho que foram todos mortos. A gente anda com o maior cuidado, sempre acelerando forte pra ser ouvido e pra escapar dos acidentes.
Fomos à H-D de Bue hoje, trocar o óleo e, no meu caso, também o filtro!
Gente, que PUTA diferença!!! O dono, Juan Gabba, e sua esposa, a Silvana, atenderam-nos pessoalmente (adoraram o adesivo da "Fuck Izzo", tiraram até foto!).
Filtro de óleo original H-D: US$ 12.00. Troca do óleo, filtro, camiseta da H-D Bue: 90 pesos, US$ 30.00. Serviço demorado, como deve ser, pra esgotar o óleo velho, verificar assento do filtro, etc. Conversamos com o Juan e sua esposa por mais de uma hora.
O Rodrigo, que caiu um leve tombo em Mendoza, tentou trocar a manete esquerda e a manopla (Harleys sempre caem pra esquerda...), além de arrumar o comando do câmbio, que também foi danificado (a dele é Custom, tem comando avançado). Descobriu que a loja tem uma feirinha de peças usadas. Comprou um jogo de manoplas originais, belíssimas, na embalagem, por US$ 80.00.
Os caras da oficina trocaram a pedaleira do câmbio por US$ 16.00 e não cobraram o serviço. Aí, ele resolveu trocar o banco horroroso da Custom por um mais confortável. O banco novo - não tinha usado na loja - custava uS$ 530.00. Tava difícil. O Juan deu um jeito: comprou o banco original dele por US$ 200.00, pagou US$ 330.00 no novo! Saímos de lá com a certeza que uma administração competente da própria H-D no Brasil seria uma maravilha.
Almoçamos no Sucre, almoço de despedida, restaurante da moda, muito bom e, pra nós, barato. À noite, empanadas no Carlitos, na Recoleta, uma das melhores empanadas da Argentina.
Amanhã, de volta ao Brasil! Mas, estamos com um problema: a Argentina está brigando com o Uruguai por causa de uma fábrica de celulose. As pontes sobre o Rio da Prata fecham e abrem aleatoriamente. O barco que faz a travessia até Colonia del Sacramento ou Montevideo, por conta disto, está lotado. Foi um imprevisto e o esperto aqui não tinha comprado as passagens com antecedência. Tá tudo cheio.
Amanhã madrugamos no porto pra tentar dar um jeito e colocar as motos a bordo. Se não, uns 600 km a mais na viagem.
São 3 milhões de portenhos. A cidade tem alguns dos melhores restaurantes do mundo, sorveterias fantásticas, parques e praças que não acabam e, provavelmente, um dos piores trânsitos do mundo.
Acho que nenhum portenho se daria mal no trânsito de Cingapura. Os caras passam por cima de você sem a menor cerimônia. Saem da direita pra esquerda - vice-versa - com a maior naturalidade, sem seta, sem nada. Não há muitos motoboys por aqui, acho que foram todos mortos. A gente anda com o maior cuidado, sempre acelerando forte pra ser ouvido e pra escapar dos acidentes.
Fomos à H-D de Bue hoje, trocar o óleo e, no meu caso, também o filtro!
Gente, que PUTA diferença!!! O dono, Juan Gabba, e sua esposa, a Silvana, atenderam-nos pessoalmente (adoraram o adesivo da "Fuck Izzo", tiraram até foto!).
Filtro de óleo original H-D: US$ 12.00. Troca do óleo, filtro, camiseta da H-D Bue: 90 pesos, US$ 30.00. Serviço demorado, como deve ser, pra esgotar o óleo velho, verificar assento do filtro, etc. Conversamos com o Juan e sua esposa por mais de uma hora.
O Rodrigo, que caiu um leve tombo em Mendoza, tentou trocar a manete esquerda e a manopla (Harleys sempre caem pra esquerda...), além de arrumar o comando do câmbio, que também foi danificado (a dele é Custom, tem comando avançado). Descobriu que a loja tem uma feirinha de peças usadas. Comprou um jogo de manoplas originais, belíssimas, na embalagem, por US$ 80.00.
Os caras da oficina trocaram a pedaleira do câmbio por US$ 16.00 e não cobraram o serviço. Aí, ele resolveu trocar o banco horroroso da Custom por um mais confortável. O banco novo - não tinha usado na loja - custava uS$ 530.00. Tava difícil. O Juan deu um jeito: comprou o banco original dele por US$ 200.00, pagou US$ 330.00 no novo! Saímos de lá com a certeza que uma administração competente da própria H-D no Brasil seria uma maravilha.
Almoçamos no Sucre, almoço de despedida, restaurante da moda, muito bom e, pra nós, barato. À noite, empanadas no Carlitos, na Recoleta, uma das melhores empanadas da Argentina.
Amanhã, de volta ao Brasil! Mas, estamos com um problema: a Argentina está brigando com o Uruguai por causa de uma fábrica de celulose. As pontes sobre o Rio da Prata fecham e abrem aleatoriamente. O barco que faz a travessia até Colonia del Sacramento ou Montevideo, por conta disto, está lotado. Foi um imprevisto e o esperto aqui não tinha comprado as passagens com antecedência. Tá tudo cheio.
Amanhã madrugamos no porto pra tentar dar um jeito e colocar as motos a bordo. Se não, uns 600 km a mais na viagem.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
24/12/2007 - Buenos Aires
A cidade é fantástica, cada vez que venho aqui gosto mais.
O tempo está muito bom, céu azul, venta um pouco, temperaturas entre 20 C e 28 C.
Uma surpresa desagradável: o hotel não tem garagem, deixamos as motos em um estacionamento particular a uma esquina daqui, mas eles fecham às 16:00 h e só voltam a abrir na 4a feira, às 7:00 h.
Briguei com o gerente do hotel e ele conseguiu um estacionamento, bem atrás do hotel, que fecha hoje às 18:00 h e abre amanhã às 18:00 h também. Melhor que nada...
Fomos ver uma exposição do Miró, nas Galerias Pacifico, um antigo armazém que virou shopping e que fica na Calle Florida, antro dos consumidores brazucas. Aproveitando a minha fase farofa, comprei uma jaqueta de couro, com corte próprio para andar de moto. É feita sob medida e fica pronta na 4a feira à noite. Saiu por US$ 180.00, algo em torno de R$ 310,00.
Amanhã vamos para Palermo Viejo e, depois das 18:00 h, com a moto liberada, passeio geral por Buenos Aires. Na 4a feira vou ã H-D Buenos Aires. Preciso trocar óleo e filtro (trouxe um filtro comigo, não sei se são parentes do Paulo Izzo...) e também conhecer a loja deles, que fica longe pra caramba, a uns 15 km do centro.
Bom, feliz Natal pra todos!
O tempo está muito bom, céu azul, venta um pouco, temperaturas entre 20 C e 28 C.
Uma surpresa desagradável: o hotel não tem garagem, deixamos as motos em um estacionamento particular a uma esquina daqui, mas eles fecham às 16:00 h e só voltam a abrir na 4a feira, às 7:00 h.
Briguei com o gerente do hotel e ele conseguiu um estacionamento, bem atrás do hotel, que fecha hoje às 18:00 h e abre amanhã às 18:00 h também. Melhor que nada...
Fomos ver uma exposição do Miró, nas Galerias Pacifico, um antigo armazém que virou shopping e que fica na Calle Florida, antro dos consumidores brazucas. Aproveitando a minha fase farofa, comprei uma jaqueta de couro, com corte próprio para andar de moto. É feita sob medida e fica pronta na 4a feira à noite. Saiu por US$ 180.00, algo em torno de R$ 310,00.
Amanhã vamos para Palermo Viejo e, depois das 18:00 h, com a moto liberada, passeio geral por Buenos Aires. Na 4a feira vou ã H-D Buenos Aires. Preciso trocar óleo e filtro (trouxe um filtro comigo, não sei se são parentes do Paulo Izzo...) e também conhecer a loja deles, que fica longe pra caramba, a uns 15 km do centro.
Bom, feliz Natal pra todos!
23/12/2007 - Mendoza-Buenos Aires
1070 km de estradas boas e poucas preocupações com gasolina.
Atrasamos um pouco a saída, resolvi aumentar a velocidade média para 120 km/h. Quis chegar mais cedo para aproveitar algo de Buenos Aires, ainda antes da madrugada.
O primeiro trecho da estrada é o mesmo da vinda para Mendoza, com poucos postos de gasolina. Fizemos o trecho até San Luis, capital da província de mesmo nome, sob um céu nublado. Na vinda, foi um sol inclemente, que nos cansou muito. Agora foi melhor.
A estrada para Buenos Aires tem um asfalto bem melhor, apesar de estar sob conservação em muitos trechos. Há diversos postos de gasolina. Com a maior velocidade média, a moto aumentou o consumo, que foi para uns 18 km/l.
Não tirei fotos, apesar do caminho ser bonito. Resolvi fazer menos paradas e fazer nosso tempo render. Só paramos mais demoradamente em um restaurante muito bom, de um posto Petrobras, para almoçarmos.
Depois, seguimos viagem. O tempo abriu após meio-dia, mas havia um ar frio presente, possivelmente após a passagem de uma frente fria. Chovia pela manhã dm Buenos Aires, segundo a Jackie, que foi pra lá de avião.
Chegamos a Buenos Aires por volta de 21:00 h. Banho quente e aí saímos pra jantar e passear em um shopping, o Alvear. Depois da janta fomos à Recoleta, bairro chique de Bue, onde há uma cervejaria artesanal. Bom pra experimentar os 8 tipos de cerveja que produzem. Daí pra cama. Amanhã tem mais.
Atrasamos um pouco a saída, resolvi aumentar a velocidade média para 120 km/h. Quis chegar mais cedo para aproveitar algo de Buenos Aires, ainda antes da madrugada.
O primeiro trecho da estrada é o mesmo da vinda para Mendoza, com poucos postos de gasolina. Fizemos o trecho até San Luis, capital da província de mesmo nome, sob um céu nublado. Na vinda, foi um sol inclemente, que nos cansou muito. Agora foi melhor.
A estrada para Buenos Aires tem um asfalto bem melhor, apesar de estar sob conservação em muitos trechos. Há diversos postos de gasolina. Com a maior velocidade média, a moto aumentou o consumo, que foi para uns 18 km/l.
Não tirei fotos, apesar do caminho ser bonito. Resolvi fazer menos paradas e fazer nosso tempo render. Só paramos mais demoradamente em um restaurante muito bom, de um posto Petrobras, para almoçarmos.
Depois, seguimos viagem. O tempo abriu após meio-dia, mas havia um ar frio presente, possivelmente após a passagem de uma frente fria. Chovia pela manhã dm Buenos Aires, segundo a Jackie, que foi pra lá de avião.
Chegamos a Buenos Aires por volta de 21:00 h. Banho quente e aí saímos pra jantar e passear em um shopping, o Alvear. Depois da janta fomos à Recoleta, bairro chique de Bue, onde há uma cervejaria artesanal. Bom pra experimentar os 8 tipos de cerveja que produzem. Daí pra cama. Amanhã tem mais.
sábado, 22 de dezembro de 2007
22/12/2007, retorno ao Aconcágua
21/12/2007, descanso em Lujan
Hoje descansamos. Tentamos visitar algumas vinícolas, há mais de uma centena por aqui, mas, como em todos os países latinos, o pessoal some às 6as feiras, principalmente véspera de feriado prolongado.
Trocamos uma grana, comemos, dormimos. Amanha volto ao Aconcágua com a Patroa.
Trocamos uma grana, comemos, dormimos. Amanha volto ao Aconcágua com a Patroa.
20/12/2007, Aconcágua e Chile
Saímos tarde de Lujan, por volta de 12:30 h. O sol poe-se apenas por volta de 22:00 h. Mas, voltamos tarde, à noite, bem cansativo.
Pegamos a Ruta 7, parte da Ruta Panamericana, que vai até Santiago. Nossa idéia é irmos até o primeiro posto de gasolina no Chile e voltarmos.
A estrada apresenta alguns trechos de asfalto excelente, outros médios e também muitos trechos bem ruins. A uns 5 km de Lujan, já começamos a subir. Subida bem perceptível, mas nada ainda íngreme.
Descobrimos que há um outro Caracoles, este do lado argentino (aquele famoso é do lado chileno). Ele foi utilizado há muito tempo atrás, quando a principal ligaçao de Mendoza com Santiago era ferroviária. Este Caracoles tem, segundo o pessoal daqui, 365 curvas em cotovelo! Problema: é todo em cascalho, nossas motos nao aguentariam.
Falando em estrada de ferro, ela é muito bonita, apesar de estar desativada desde 1974. Vai margeando a estrada de asfalto em sua quase totalidade. É uma pena vê-la abandonada, mas, mesmo neste estado, é bela.
No caminho para o topo, passamos por Porterrillos, cidade onde o rio Mendoza é represado para geraçao de energia, abastecimento da cidade e também utilizado como área de lazer, com competiçoes de vela.
Depois, a uns 90 de Lujan, vem Uspallata, vilarejo de montanha, com muitas atraçoes de trekking, rafting, etc. Abastecemos aí e continuamos.
Em seguida, há alguns povoados e finalmente chegamos a Puente del Inca, uma formaçao geológica interessantíssima, formada pelas águas das encostas dos Andes e por uma fonte vulcânica. É única no mundo. Hoje nao se pode passar por ela, para preservá-la.
Puente del Inca também era parte importante da ferrovia, com pátio de manobras. A regiao toda é lindíssima, as fotos nao lhe fazem justiça.
Há uma feira de artesanato indígena, com belas ceramicas e roupas de la de alpaca e... Lhamas!!!
Passamos cerca de uma hora no parque, nao se pode ir mais perto do Aconcagua sem o equipamento e o tempo necessários, além do planejamento.
É forrada de algas e diversas aves vêm até aqui alimentar-se.
Cruzamos o túnel e chegamos à aduana, já em território chileno, mas que tem equipes da Argenina, pra carimbar sua saída, e do Chile, para carimbar a entrada. Uma hora pra conseguir tudo...
Aí sim começam os Caracoles!
A altitude maior é no túnel e a moto nao sentiu nada, apenas uma pequena falta de potência, mas nada que atrapalhasse a pilotagem. Os Caracoles, em seu ponto mais alto, sao uns 300 m mais baixos que o túnel.
Descemos até o primeiro posto de gasolina, abastecemos e voltamos. A moto fez 21 km/l.
Descemos a serra a chegamos a Lujan por volta de 01:00 h de 5a feira, 21/12.
Mendoza, 18/12/2007
Chegamos MUITO cansados. Dormimos umas 8 horas - nao dá pra dormir muito numa viagem destas, a gente tem que aproveitar.
Alugamos uma cabana, daquela de toras de madeira, 15 km a oeste de Mendoza, em Lujan de Cuyos, mais perto da cordilheira. Saiu bem barato e o pessoal que cuida de lá é extremamente simpático, atencioso e eficiente.
Recomendo MESMO o serviço do pessoal. Sao dois quartos em cada cabana, mais sala, figrobar, fogao, ar condicionado e chuveiro com aquecimento central. Tem uma piscina pequena, também, que ajuda bastante a combater o calor da estaçao.
Hoje fomos à Finca Flichman ('finca' significa vinícola), conhecer o processo de produçao de vinhos.
O vinho mais básico da Finca Flichman custa, em média, no Brasil, R$ 18,00 a garrafa. Aqui, sai por R$ 6,50. Compramos uns vinhos melhores, maravilhosos, mas nao vamos levá-los, nao vale a pena, dia 22, véspera da saída vamos tomar o último dos 3 que compramos.
Amanha, Aconcágua e Chile (Caracoles).
Santa Fe a Mendoza, 18/12/2007
Sao 1.050 km. Saímos por volta de 9:00 h da manha de Santa Fe, destino Mendoza.
Há várias estradas, escolhemos a mais curta. Há um caminho por Cordoba. Acredito que seria melhor, já que o mais direto passa por um monte de cidadezinhas pequenas, a cada 30 ou 40 km (exceto nos últimos 300 km), com umas 10 lombadas na estrada em cada uma.
O calor começou a pesar. Até Santa Fe, a temperatura ficou bem amena, depois esquentou. Troquei a roupa de estrada pela calça e jaqueta jeans. O conforto aumentou muito. O Rodrigo preferiu ir com a roupa de estrada, acho que ele cansou bem mais que eu. Acredito que até minha segurança aumentou: o conforto é importante nestas horas, diminui o cansaço e a gente fica mais atento.
Até San Luis a viagem foi muito boa, sem preocupaçoes com a gasolina. A moto parece que 'acostumou-se' com a gasolina daqui, voltou a fazer 20 km/l, o que foi a minha sorte. Depois de San Luis, abasteci em um posto - e foi o último por 214 km!
Já estava preparado pra pegar gasolina do tanque do Rodrigo (a dele é Custom, tem 17 l), mas nao precisou. Quando chegamos ao 100 km após San Luis, baixamos a velocidade para 100 km/h. Consegui rodar 214 km sem entrar na reserva. A moto fez 214 km com 9,3 l, o que dá uma média de 23 km/l.
Chegamos a Mendoza por volta de 23:00. Motivos: paramos bastante por causa do calor, a velocidade média caiu, por conta das inúmeras cidades no caminho e baixamos a velocidade no final.
Há várias estradas, escolhemos a mais curta. Há um caminho por Cordoba. Acredito que seria melhor, já que o mais direto passa por um monte de cidadezinhas pequenas, a cada 30 ou 40 km (exceto nos últimos 300 km), com umas 10 lombadas na estrada em cada uma.
O calor começou a pesar. Até Santa Fe, a temperatura ficou bem amena, depois esquentou. Troquei a roupa de estrada pela calça e jaqueta jeans. O conforto aumentou muito. O Rodrigo preferiu ir com a roupa de estrada, acho que ele cansou bem mais que eu. Acredito que até minha segurança aumentou: o conforto é importante nestas horas, diminui o cansaço e a gente fica mais atento.
Até San Luis a viagem foi muito boa, sem preocupaçoes com a gasolina. A moto parece que 'acostumou-se' com a gasolina daqui, voltou a fazer 20 km/l, o que foi a minha sorte. Depois de San Luis, abasteci em um posto - e foi o último por 214 km!
Já estava preparado pra pegar gasolina do tanque do Rodrigo (a dele é Custom, tem 17 l), mas nao precisou. Quando chegamos ao 100 km após San Luis, baixamos a velocidade para 100 km/h. Consegui rodar 214 km sem entrar na reserva. A moto fez 214 km com 9,3 l, o que dá uma média de 23 km/l.
Chegamos a Mendoza por volta de 23:00. Motivos: paramos bastante por causa do calor, a velocidade média caiu, por conta das inúmeras cidades no caminho e baixamos a velocidade no final.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
17/12/07, de Foz do Iguaçu a Santa Fe
Anteontem saímos de Foz e entramos na Argentina. Fomos para o sul, em direçao a Santa Fe. Estradas bem razoáveis. Uma coisa que se nota é que, mesmo em época de safra de cereais, o tráfego é bem mais tranquilo que em estradas brasileiras.
Estao conservando bem as estradas, fazendo muitos recapeamentos. Isto nos atrasou um pouco, claro. Gasolina: dois problemas. Minha carburada nao gostou da gasolina deles. Está gastando bastante. Primeiro abastecimento: 16 km/l!!! Assutei. Isto pode colocar em risco a viagem em alguns trechos...
Passei a colocar a normal deles, que tem, pasmem, 86 octanas. A Super, 96 e a Premium mais de 100. Detalhe: é difícil achar a normal! Em muitos lugares, está extinta. Gasolina aqui na faixa de R$ 1,50 o litro.
Baixei a velocidade méida pra 110 km/h, a moto correspondeu e o consumo ficou perto dos 19 km/l, o que me tranquilizou.
Fomos parados diversas vezes pela polícia - nenhuma vez nos pediram grana, ou insinuaram isto. Mas vinham sempre com toneladas de perguntas sobre as motos. E, claro, muita admiraçao.
Ficamos cerca de 13 horas na estrada, percorremos 1050 km. Passamos por lugares bem
Por do sol belíssimo.
Eu reservei um quarto em uma pousada, bem simples, só pra podermos tomar um banho - essencial - e dormirmos.
As estradas estao em reforma e há uma poeira danada no ar. Mas, o pior sao os insetos. Lavagem da viseira a cada 150 km. E nao é estética, nao. É que a gente nao enxerga p.n. mesmo!
Fomos dormir após uma bela janta em um restaurante belíssimo, e bem em conta. Gastamos aproximadamente R$ 22,00 por pessoa nesta janta, um prato pra cada, com duas cervejas grandes pra cada um.
Amanha, Mendoza.
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domingo, 16 de dezembro de 2007
De Ribeirão Preto a Foz do Iguaçu
Aqui vai o resumo de três dias de viagem. Três ótimos dias.
Saímos de Ribeirão por volta de 17:30 h de 6a feira, 14/12/07. Motos abastecidas, tudo checado, fomos até Araraquara, onde abasteci a minha. Mais 150 km, o Rodrigo abasteceu a dele também, seguimos para Baurú, onde ele trabalhou por 4 anos e tem amigos.
Cruzamos o Rio Tietê um pouco antes de Baurú. Logo depois, um comando da Rodoviária parou a gente. Aquele papo de sempre: qual a cilindrada, quantos km/l ela faz, qual a velocidade máxima. Vou imprimir uns santinhos com a informação e entregar pros caras que perguntam. Se eu ganhasse R$ 1,00 pra cada um que pergunta A MESMA coisa, tava rico.
Cerveja, porçõezinhas e fomos pro hotel, um Acor, muito eficiente. Saímos ontem, 15/12, às 06:50 h, com destino a Foz do Iguaçu. Decidimos ficar o domingo em Foz, pra conhecer as cataratas. Na realidade, eu já havia estado aqui duas vezes, em 1975 e também em 1982. Mas, claro, tudo mudou. Mais informações abaixo.
A estrada até Foz, saindo de Baurú, é excelente no trecho paulista, com apenas alguns quilômetros de estrada federal mal conservada antes de entrarmos no Paraná. Depois, piorou.
As estradas no Paraná são pedagiadas, inclusive para motos. Demos azar, pois o Ministério Público daqui ganhou uma ação para que motos não paguem pedágio, mas só vai ser publicada a sentença amanhã... Resultado: as estradas são caras mas, em compensação, são péssimas.
Alguns trechos são até bonzinhos, mas não passam disto. Apesar de tudo, fizemos 850 km em 10 h, paramos pra almoçar por uns 40 minutos, a maior parada, o resto só o tempo de abastecer, tomar água e ir ao banheiro.
Consumo até aqui, em diversos abastecimentos: 20 km/l, tanto a minha quanto a do Rodrigo (a minha é carburada, a dele, injetada).
Chegamos ao hotel em Foz, tomamos banho, fomos comer alguma coisa, além de uma rápida volta pela cidade. Depois, descansar.
Acordamos umas 8:30 h, tomamos café da manhã e fomos pras cataratas. Lado brasileiro pra começar. É o lado pequeno. Tem 600 m de extensão, o argentino tem 2.100 m.
Filas pra comprar ingresso para o parque, filas pra entrar nos ônibus, falta de apoio pra idosos ou pra quem tem crianças (podiam, sim, jogar algumas delas cataratas abaixo, não iriam fazer falta).
No estacionamento, conhecemos um japa figuraça: Takahashi Mase. Japa do Japão, mesmo. Detalhe: japonês atípico. Engenheiro mecânico, trabalhou 10 anos na Yamaha. Sim, Yamaha/Japão. Esteve anteriormente 4 vezes no Brasil para trabalhar. Pediu demissão há 3 meses, não quer ser aquele japa que sai de casa pra trampar e do trabalho pra casa. Arrumou patrocínios, veio pra América do Sul passar 3 meses viajando de moto. Ah, foi campão de Motocross no Japão, categoria 125 cc, há alguns anos.
Tem 4 motos em casa, todas de cross e de competição.
Comprou uma Honda XR250 em Sampa, colocou fita isolante preta sobre uma das pernas do "X" e ela virou... YR!!! :-) Acho que ele não gosta de Honda... Ficamos impressionados com a simplicidade e bom humor do cara. Ele deve nos encontrar em Floripa para o Reveillon.
Pra quem está interessado em comprar uma MT-03 (E aí, Alex?), ele diz o seguinte: the project is fucked up. Do not buy it in the next 3 or 4 years. Tá. Eu não ia comprar mesmo, vou recomendar pra alguns inimigos.
Depois do lado brasileiro das cataratas, fomos - Mase incluído - para o lado argentino. Almoçamos MUITO bem e MUITO barato lá, em Puerto Iguazu. Depois, cataratas.
Resolvemos fazer o passeio de barco, aquele que sobe as corredeiras. Do cacete. O capitão do barco encosta o barco bem embaixo de diversas quedas, dá pra tomar banho lá. Aliás, encharquei a roupa toda, não tem como evitar. Mas é muito bom, também por causa do calor.
O lado argentino é bem maior e tem muito mais opções, além de ser melhor organizado, que o lado brasileiro. Também é mais barato. Fotos assim que eu conseguir publicá-las no blog.
Voltamos pra Foz quase 19:00 h (eram 18:00 h na Argentina, eles não usam horário de verão). Banho, janta, arrumar as coisas, amanhã saímos cedo para Santa Fe, Argentina, tiro de 1.000 km.
Continua amanhã.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Véspera da viagem
Eu estaria mentindo se dissesse que não estou ansioso.
É aquela ansiedade "boa", por algo que esperamos há tempos.
Quase tudo pronto, os cães estão indo pro hotel (antigamente era canil...), alforje arrumado (vou acabar levando aquela bolsa superior dele, mas é um paraquedas...), moto preparada, abastecida, pneus calibrados, óleo trocado, nela nada mais há a fazer.
Há 25 anos fiz esta mesma viagem de carro, mas entrando no Chile por Bariloche, subindo em direção a Santiago e Viña del Mar e depois voltando para oeste, para a Argentina. 15.000 km.
Esta vai ser mais curta mas, talvez, mais importante. Não só por ser de moto, mas pelo momento que vivo. Uma viagem a là Pirsig? Pode até ser que sim.
É aquela ansiedade "boa", por algo que esperamos há tempos.
Quase tudo pronto, os cães estão indo pro hotel (antigamente era canil...), alforje arrumado (vou acabar levando aquela bolsa superior dele, mas é um paraquedas...), moto preparada, abastecida, pneus calibrados, óleo trocado, nela nada mais há a fazer.
Há 25 anos fiz esta mesma viagem de carro, mas entrando no Chile por Bariloche, subindo em direção a Santiago e Viña del Mar e depois voltando para oeste, para a Argentina. 15.000 km.
Esta vai ser mais curta mas, talvez, mais importante. Não só por ser de moto, mas pelo momento que vivo. Uma viagem a là Pirsig? Pode até ser que sim.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Lhamas Meeting, Piracicaba
O Lhama Meeting de hoje, 01/12/07, foi um retumbante sucesso.Veio gente de todas as partes do país (que país é este, Renato Russo?), das mais diversas posições (como se pode ver o Tavares, aí ao lado, em posição duvidosa) sociais, unidos pela paixão motociclística, em geral, e pelas H-Ds, em particular.
Treze pilotos (um, por motivos fora de seu controle, estava de carro), cada qual com sua moto, vieram transformar um sábado de sol, mas entediante, em algo pelo menos engraçado.

Fomos extremamente bem recebidos pelo Marcello (nomes com letras dobradas indicam tendência homossexual?) e pelo Luciano, ambos residentes em Pira, e suas respectivas Patroas.
Fomos à costelaria do Zé Curitiba. Vegetariano sofre, claro. Passei a alface e pão. As motos foram um espetáculo à parte. Algumas delas podem ser vistas aqui.
Aqui, o Marcello e a sua Patroa, a Renata. O Sílvio está de costas, pra não estragar a foto.
Não faltou assunto sério, como aqui podemos ver. O Felipe discute com o Boca e o Beiçola (tá barrigudo, né?) se EFI é melhor que carburada e se o ZG sai ou não de SN com sua RK.Também começamos a organizar o bestof de musica Lhama. O Alex ficou com alguns CDs, gentilmente cedidos por membros Lhamas.
A Grande Lhama Branca compareceu, para deleite de seus fãs.Ganhou um copinho de licor, bem gay, para tomar Cointreau após os rega-bofes nos quais é, invariavelmente, o convidado de honra.
Hoje o copinho foi utilizado para a degustação de Jim Beam, Jack Daniels e também um licor de pinga, oferecido pelo próprio Zé Curitiba.
Na segunda a moto do Alex vai ser convertida em 1200 pelo Pastor Zanini.


O Tavarexxx, aqui à esquerda, tentou montar aquela anteninha corta-cerol na moto dele.
Bom coxa que é, não conseguiu, solicitando auxílio a seus conselheiros técnicos, o Boca e este que vos escreve, Carlão.
A instalação não obteve êxito devido à total incapacidade do Tavarexxx em distingüir uma chave Allen de um alargador de rosca e apesar dos heróicos esforços dos conselheiros técnicos em tentar ajudar o Tavararexxx.
Após o almoço, uma parte dos Lhamas foi comer o curalzinho do Beiçola,
às margens do Rio Piracicaba.O lugar é bem bonito, com uma cachoeira desaguando no Rio Piracicaba.
Além das belezas naturais, vimos um casal exibicionista se esfregando à margem esquerda do rio (visto na margem inferior esquerda, na foto à direita) e o tombo, de bunda, de uma loira na entrada da ponte, loira esta que o Boca prontificou-se a ajudar com uma massagem.
Em resumo, rodei 400 km pra ouvir - e falar - muita, muita besteira, ajudar o Tavarexxx (um caso perdido) a tentar colocar a antena anti-cerol, ver o tombo de uma loira agüada, comer o curalzinho do Beiçola, não conseguir conversar com o Sílvio sobre a viagem à Argentina, comer mal e gastar dinheiro.
Eu faria tudo de novo amanhã.
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